terça-feira, 8 de agosto de 2006

O meu problema da insegurança

Existem pessoas fortes por fora, que exteriorizam um nivel de confiança tal...que dificilmente iremos conseguir contrariar ou ser habeís o suficientemente para os converter na nossa religião, mostrando por A mais B que estamos correctos e que seguimos o caminho certo.
A conversão nestes casos é um caso bicudo, que dificlmente atinge o seu êxito, pelo nivel de confiança dos intervenientes.

Depois há os que tem a confiança tão retalhada, tão dividida, tão partida aos bocadinhos, que basta um sopro mais forte que toda a fortaleza de convicções se desmacha, se destrói... como se uma bomba relógio tivesse sido ligada!

Eu cá sou um misto de ambas as coisas. Confiante em pequenos aspectos, aqueles quais insignificantes, onde não nos temos de esforçar muito ou preocupar, porque as coisas lá se vão arranjar e assim a confiança facilmente se restabelece. No entanto, sou a pessoa mais insegura do mundo no que respeita a responsabilidades, a tarefas, a situações onde o risco é uma decisão mal tomada...ou um simples acto, pouco calculado.

Sou daquelas que apesar de fechar sempre a porta do carro, (através do comando com fecho centralizado), retoma atrás para se certificar que o carro ficou realmente fechado (tá sempre fechado, na realidade).
Sou daquelas que por mais de uma vez confirma horários de encontros, ou de outros compromissos, quer seja do comboio ou de testes, com medo de chegar atrasada.
Sou daquelas que tem medo de desapontar, e por isso joga pelo seguro certificando-se que as coisas vão correr da forma como esperaram. Não excedendo as expectativas, apenas atingindo a meta desejada.
Sou daquelas que confirma que a chave do carro foi realmente guardada na mala (de mulher), nem que seja preciso retirar, amostras de cremes e perfumes, tampões, a agenda...tudo para uma simples confirmação (a chave tá lá sempre).
Sou daquelas que se certifica que o computador gravou o cd, ou o ficheiro que acabei de alterar, porque nas letras até confio...nos número nem tanto, e na tecnologia.... pufff...nem se fala(já traiu tantas vezes a minha confiança).

Na realidade, sou daquelas que apenas acredita em si mesma, depositando nos outros o minimo de expectativas possiveis....não vá, a desilusão ser ainda maior.
Mas acima de tudo, a desilusão comigo mesma não passa de um estado de espirito permanente, porque me sinto sempre aquém das metas que para mim estabeleci!

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