Esta coisa do calor dificulta muito as coisas. A vontade de escrever, pensar, organizar e ainda por cima trabalhar baralha o sistema nervoso das pessoas.
Já não tenho a tarefa árdua de ir para o trabalhinho de carro, mas já não conto as minhas aventuras, as minhas mágoas no trânsito e os sustos. A rota da A5 parece para sempre arredada das minhas ambições futuras.
O ritmo de vir de manhã com os phones e com a rádio sintonizada na RADAR já se tornaram parte da rotina. Isto para evitar as conversa no comboio. Já me habituei aos rosto que obrigatoriamente partilham comigo aquele "cubiculo" de 4 cadeiras que nos fazem conviver todas as manhãs, por escassos 15 minutos. Mas todos os dias é a mesma coisa, os óculos escuros passam a ser uma carapaça. De manhã detesto SOCIALIZAR!!!!! Muito menos em transportes públicos.
Mas agora a parte que ficou pendente...
Com este calor fazem-me falta as festanças no local de trabalho. Eram as músiquetas dos companheiros ora do lado direito, ora o mais afastado do lado esquerdo. Depois falta uma série de coisas. As danças de uma ex-directora esgroviada, os amuos que apenas duravam um dia da amiga agora mexicana, a bandalheira total do grupinho da ex-brasuca, os risos da Pipoca (isto quando podia sorrir sem que a directora se apercebesse), os queixumes, as surpresas, o excesso de trabalho e até dos presentes vindos dos meios, que o Afonso distribuia por toda a gente fingindo ser um mãos largar...até disto tenho saudades.
Restam os jantares, porque metade das pessoas já desertou, ora para destinos longiquos, ora para outras agências, ora para outros desafios...o nucleo duro lá continua...mas a ver vamos.
No último em que finalmente todos os homens marcaram presença, teve de faltar a mexicana. Inadmissivel, se fosse eu apanhava um avião a correr...Mas pronto a verdade é que assim não somos 13, mas sim 12 ao que parece até dia 15.Fev de 2009.
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